O que os filmes: “Dona Flor e seus dois maridos”, “Se eu fosse você”, “Carandiru”, “Cidade de Deus e “Tropa de Elite” têm em comum? Existem fórmulas para o sucesso de público?

Para responder às questões, a revista Filme Cultura revirou desde os primórdios do cinema nacional até os dias atuais. Quando o cinema era silencioso, o sucesso de público era a própria exibição do filme, e obter algum lucro para dar continuidade à atividade. Hoje as leis de incentivo e os editais – a maioria públicos – sustentam o mercado. A partir da criação de órgãos do Governo, como a Embrafilme, INCE (Instituto Nacional de Cinema Educativo) e INC (Instituto Nacional de Cinema), o cinema nacional passou a receber incentivos para a sua produção e difusão. O sucesso das pornochanchadas e os filmes da retomada da década de 1990 trouxeram à tona a relação entre a televisão e o cinema através de diretores que se consagraram da televisão e migraram para o cinema ou vice-versa, além de séries que viraram filmes ou ao contrário. Tudo isso está retratado e discutido nas 96 páginas da edição nº 52 Revista Filme Cultura.

“Na discussão artística e econômica do cinema brasileiro há uma subestimação do papel cultural da indústria do entretenimento. Há um grande reconhecimento da importância do cinema internacional, americano, na formação do ethos nacional – na criação de mercados. No entanto, no Brasil o debate sobre este assunto é muito limitado. O Brasil não reflete sobre os seus sucessos, em nenhum nível.” Gustavo Dahl, diretor da revista Filme Cultura

O cinema é, de fato, uma arte para o grande público. Numa sala de cinema nunca há apenas uma poltrona. Quando se vai ao cinema, na maioria das vezes, se vai em dupla. Até para assistir filmes em casa, é sempre melhor ter companhia. Mas como atingir o grande público? Desde “Dona Flor e seus dois maridos”, de Luís Carlos Barreto, atingiu a marca de 10 milhões de espectadores, no ano de 1976, a cinematografia brasileira não repetiu o feito. “Um blockbuster antigamente era um filmes com mais de 1 milhão de espectadores, talvez mais. Hoje se você fez mais de 500 mil já é uma grande coisa”, diz João Carlos Rodrigues, redator e pesquisador da revista Filme Cultura. João é também autor de uma tabela, feita quando trabalhava na Ancine, com o público de todos os filmes que fizeram mais de 500 mil espectadores desde 1970 – um dado oficial e bastante esclarecedor. Na revista impressa será publicada uma versão reduzida, com os filmes que fizeram mais de 1 milhão. No site http://www.filmecultura.org.br/ a lista virá completa, em seis maneiras de indexação diferentes.

Há várias justificativas para a redução do público de cinema no Brasil: o número de salas diminuiu, os blockbusters americanos tomam conta do mercado exibidor, o preço do ingresso subiu em progressão geométrica, o invento da televisão e do dvd etc. Mas, mesmo assim, ainda temos filmes nacionais que levam milhões de pessoas para o cinema e que cumprem papel fundamental para o desenvolvimento do mercado e fortalecem a identidade nacional.

A Filme Cultura traz na capa da 52ª edição uma foto do filme Tropa de Elite 2, que será o maior lançamento de todos os tempos no país: 600 cópias simultaneamente exibidas em todo o país. Um verdadeiro arrasa-quarteirão brasileiro da atualidade. A edição conta com entrevistas exclusivas de verdadeiros craques na arte de levar milhões ao cinema: Daniel Filho, Luís Carlos Barreto, Diller Trindade, Pedro Carlos Rovai, Walquíria Barbosa, Aníbal Massani Neto e Antônio Pólo Galante. Eles contam suas histórias e possíveis fórmulas para a atração do público afirmando que um dos caminhos é não enxergar esses filmes com preconceito e não subestimar o espectador.

No site da revista é possível ter acesso a conteúdos exclusivos como a entrevista de Daniel Filho na Íntegra, fotos, comentários dos leitores além de estar disponível todas as edições anteriores desde sua criação até agora.

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 A Filme Cultura está promovendo sorteio de 5 revistas nessa semana para seus seguidores no twiter. Siga  @filmecultura e concorra! Para participar, basta enviar a frase: “Eu leio a Filme Cultura!” acompanhada da hashtag (#) Filmeculturapromo.