Ministro Sérgio Sá Leitão (no alto) assinou nesta terça-feira o contrato com a Acerp. A Cinemateca Brasileira é a mais antiga instituição de cinema do País, responsável pela preservação do maior acervo audiovisual da América Latina (Fotos: Acácio Pinheiro e Ronaldo Caldas/Ascom MinC)

A Cinemateca Brasileira, em São Paulo, vai ser a primeira instituição cultural federal a ser administrada por uma organização social (OS). Nesta terça-feira (6), o Ministério da Cultura (MinC) assinou um termo de contrato com a Associação Comunicativa Roquette Pinto (Acerp) para que esta assuma a gestão integral do principal centro de memória e referência do cinema brasileiro.

A Acerp foi vencedora de edital público lançado pelo MinC em 2016. A concretização do modelo transfere para a OS a responsabilidade de gerir os núcleos de Preservação, Documentação e Pesquisa, Difusão, Administração e Tecnologia da Informação da Cinemateca, o principal centro de memória e referência do cinema brasileiro. O contrato tem vigência até 2021.
Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o modelo de gestão adotada na Cinemateca é mais adequado e contemporâneo. “Garante mais independência, autonomia e agilidade na gestão, além de ampliar a capacidade da Cinemateca de captar novos recursos e viabilizar parcerias importantes”, afirmou.
Sá Leitão destacou que a meta, com a nova gestão, é construir a Cinemateca do século 21. “Novas tecnologias colocam um desafio, que deve ser enfrentado e ultrapassado. Precisamos ter formas de rentabilizar o acervo audiovisual brasileiro. Temos uma grande oportunidade que esse acervo volta a ser assistido e cultuado como merece. A Cinemateca precisa ser a grande impulsionadora deste processo”, ressaltou.
O ministro informou que a atual coordenadora-geral da Cinemateca, Olga Futemma, continuará no cargo, assim como os demais servidores, e elogiou o trabalho desenvolvido pela equipe da instituição nos últimos anos. “A atuação foi exemplar, mesmo com poucos recursos”, destacou.
Sá Leitão rambém informou que, até o final do ano, o MinC pretende assinar contratos com organizações sociais para a gestão do Centro Técnico Audiovisual (CTAv) e de um dos museus administrados pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), ainda a ser definido.
O diretor-geral da Acerp, Fernando Veloso, destacou o empenho do ministro Sérgio Sá Leitão no aprimoramento das atividades realizadas pela Cinemateca Brasileira. “O ministro foi decisivo para concluirmos este processo, que nos permitirá dar a uma das maiores cinematecas do mundo uma nova estrutura, uma nova perspectiva”, afirmou. “Vamos zelar pela Cinemateca com todo compromisso, como foco em deixá-la em lugar de destaque. O trabalho realizado, com todas as dificuldades, pela atual gestão será o norte que iremos seguir”, destacou.
Também presente à cerimônia, o ministro da Educação, Mendonça Filho, ressaltou que os ministérios da Cultura e da Educação têm missões complementares e que devem trabalhar de forma articulada. “A preservação do cinema brasileiro em um espaço tão importante para nossa história uniu duas pastas de peso. Precisamos buscar essa articulação sempre que possível”, observou.
Sobre a Cinemateca Brasileira
Presente na estrutura do MinC desde 1984, a Cinemateca Brasileira é a mais antiga instituição de cinema do País, responsável pela preservação do maior acervo audiovisual da América Latina. Além disso, exerce atividades de restauro e preservação da produção cinematográfica nacional, cujo acervo conta com cerca de 245 mil rolos de filmes, entre longas, curtas e cinejornais. Ainda compõem o patrimônio da entidade cerca de 1 milhão de documentos relacionados à área do audiovisual, como livros, roteiros, periódicos, recortes de imprensa, documentos pessoais doados, cartazes, fotografias e desenhos.
Fonte: Assessoria de Comunicação/ Ministério da Cultura