No dia 4/06, de manhã, aconteceu no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro a abertura oficial do programa. Em seguida, os membros do APEx vieram conhecer a estrutura, a equipe e as atividades realizadas no acervo do CTAv. Foram apresentadas a eles o material selecionado para o trabalho dentro da iniciativa, que abrangia matrizes 16 mm e fitas de áudio rolo aberto ¼’’ do “Projeto Memória” do Setor de Rádio e Televisão da Embrafilme.

Nos dias 5, 6 e 7/06, as duas equipes foram mescladas e divididas em três frentes de trabalho: identificação e revisão dos noves rolos de matizes 16 mm (negativos de câmera e originais reversíveis) do “Projeto Memória” do SRTV, incorporação e revisão das 37 fitas de rolo aberto ¼’’ do “Projeto Memória” e montagem e testes da estação de digitalização para as fitas de áudio ¼’’. Ao longo desses dias, foram discutidos padrões de digitalização e modos de inspeção de películas e fitas e, também, realizado um workshop no CTAv sobre os laboratórios de filme na América Latina e os possíveis diálogos dos arquivos com essas empresas.

No dia 8/06, com a finalização da revisão das matrizes 16 mm e da incorporação e revisão das fitas ¼’’, foi proposta pela equipe uma nova frente de trabalho: o mapeamento e avaliação técnica de parte não incorporada do acervo do CTAv, composta por materiais magnéticos de vídeo e áudio.

Em 12/06, foi finalizado o trabalho de padronização técnica da estação de digitalização de áudio, possibilitando que a equipe possa fazer nos próximos meses a conversão das fitas para formato digital. Também foi feita uma avaliação superficial do estado de conservação da coleção “Carlos Lacerda”, selecionada pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.

Em avaliação à participação do CTAv no programa, destaca-se que as trocas de conhecimentos em atividades de trabalho, palestras e workshops possibilitaram avanços na organização dos materiais magnéticos e uma perspectiva sólida para o início do processo de digitalização das fitas ¼’’ do acervo do CTAv. A equipe de preservação teve ainda a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre outros arquivos audiovisuais e cinematecas da América Latina e sobre o estado do ensino da preservação audiovisual em universidades e instituições internacionais.

Nesse sentido, Juana Suárez, coordenadora da APEX, ressalta  o objetivo central do programa:

” O Apex não é um programa de treinamento, não é um programa para que os americanos ensinem aos latino-americanos como fazer as coisas. Eu acho que esse é um modelo antiquado, que tem que desaparecer porque é um modelo paternalista, de proteção um pouquinho colonial: “Aqui está a gente, do país de primeiro mundo, com as soluções de que seu arquivo precisa.” Eu acho que nos arquivos da América Latina tem muita gente muito precursora, muito inteligente com muita educação empírica e, em alguns casos especiais, como é o caso do CTAv, tem até muitos estudantes da UFF que pegaram aula de restauração dentro do programa de cinema.”

Segundo ela, O APEX é “um programa para dialogar sobre as possibilidades de encontrar soluções conjuntas.” Assim, as trocas internacionais e os diálogos acadêmicos sobre preservação de filmes e mídia são considerados de grande relevância para salvaguardar o patrimônio audiovisual mundial.

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