O Centro Técnico Audiovisual (CTAv) foi criado em 1985, parte da extinta Embrafilme,  por meio de um acordo de cooperação técnica com o National Film Board (NFB), do Canadá. Na época, foram realizadas oficinas que resultaram na ampliação do contingente de técnicos brasileiros qualificados em animação e em operação e manutenção de câmeras e lentes. Formou-se, no Centro, uma equipe apta a atender o cinema brasileiro na animação e no som, por meio do estúdio de mixagem, de dublagem e da sala de ruídos.

O CTAv passou a ser um grande apoiador de serviços para o processo de realização da animação, não só com apoio humano quanto técnico de equipamentos,  disponibilizando a truca (equipamento analógico para filmagem de desenho animado), a moviola e a Quick Action Recorder (equipamento que reduzia os custos do pencil test).

Nessa época, várias animações infantis foram produzidas no CTAv:  O músico e o cavalo, de Telmo Carvalho; Noturno, de Aída Queiroz; Evoluz, de José Rodrigues; Presepe, de Patrícia Alves Dias; Quando os morcegos se calam, de Fábio Lignini, Viagem de ônibus, de Daniel Schorr, entre tantos outras.

Até hoje, mesmo com a evolução de métodos digitais de animação, o CTAv se propõe a difundir mecanismos básicos analógicos, de grande potencial pedagógico, e técnicas mais recentes. Essa proposta tanto é oferecida nas oficinas em mostras e festivais apoiados pela instituição quanto no próprio CTAv.

As oficinas, voltadas para o público infanto-juvenil, têm como objetivo estimular a percepção dos alunos, principalmente da rede pública, ampliando horizontes para além da escola e da comunidade. A proposta é promover uma introdução à produção do audiovisual e seus códigos de narrativa, utilizando técnicas do cinema de animação. No final, há a possibilidade de produção de um filme com a técnica analógica e finalização digital.